Se as baratas voltam poucas semanas após o serviço, dificilmente o problema é o inseticida. Na prática, três causas explicam quase todos os casos.
A primeira é o tratamento apenas dos adultos visíveis. Ootecas (cápsulas de ovos) são resistentes e eclodem depois da aplicação. Sem reforço programado, a população se reconstitui.
A segunda é a rota de entrada. Prumadas de esgoto, ralos sem fecho hídrico, caixas de passagem e frestas conectam seu imóvel ao vizinho. Sem tratar tubulação e bloquear acessos, a reinfestação é constante.
A terceira é ambiental: resíduo orgânico acumulado, caixas de papelão no estoque, umidade sob equipamentos e limpeza insuficiente em pontos de gordura mantêm alimento e abrigo disponíveis.
O controle integrado de pragas trata as três frentes ao mesmo tempo — produto na dose e no local certos, bloqueio físico e correção ambiental — com monitoramento que comprova a queda de população ao longo dos meses.
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